Estrabismo

18 de outubro de 2012 36 comentários
Imagem retirada do site Portal Zun.
Vocês já notaram que os bebês recém-nascidos  são “estrábicos”? Tenho certeza que esse assunto já perturbou grande parte das mães!!! É uma pergunta comum de ser feita ao pediatra nas primeiras consultas do bebê e sempre gera dúvida e insegurança na mãe.
Vamos completar a situação?! Sempre tem o amigo, o parente, o vizinho que exclama: Isso é normal?!
Sim! Isso é normal até os 6 meses de idade mais ou menos. E vamos combinar que chamar alguém de “vesgo” não é legal, ok?! Existe nome para esse probleminha, quando ele realmente existe.
Imagem retirada do site Portal Zun.
O recém-nascido não é capaz de coordenar os músculos responsáveis por movimentar o globo ocular, gerando o tal “estrabismo”. Por volta do terceiro mês, a criança começa a fixar o olhar nos objetos e a visão começa a se alinhar. É nesse período que o cérebro “aprende” a unir as imagens captadas por cada um dos olhos e é provável que o “estrabismo” do bebê desapareça nesse período. Esse aprendizado do cérebro é aperfeiçoado, geralmente, até o sexto mês. Caso não ocorra melhora após este período, é necessária a avaliação de um especialista.
O que era fisiológico até o sexto mês passou a ser um probleminha, uma patologia. Então, vamos definir e comentar sobre esse quadro!
Definição: Estrabismo é quando ocorre a perda do paralelismo entre os olhos.
Tipos: Podemos classificar o estrabismo de três formas: Convergente (quando o desvio de um dos olhos é para dentro); Divergente (quando o desvio de um dos olhos é para fora) e Verticais (quando um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro).
Imagem retirada do site Info Escola.

Apresentação: Além do tipo de estrabismo, deve-se avaliar a forma como ele se apresenta. São três as apresentações mais frequentes: Constantes (o desvio de um dos olhos é permanentemente observado); Intermitentes (há alternância de alinhamento e desvio, sendo mais frequente nos estrábicos divergentes) e Latentes (vistos apenas durante a realização de testes ao exame de motilidade ocular).
Sintomas: Grande parte dos estrábicos não apresentam sintomas. Porém, em alguns casos, pode ocorrer cefaleia (dor de cabeça), visão dupla, dor nos olhos e sonolência durante as tarefas visuais.
Tratamento: Cada tipo de estrabismo tem um tratamento diferente. Em alguns casos, é possível resolver apenas com o uso de óculos e exercícios visuais. Já em outros, o procedimento cirúrgico é a alternativa.
Referências: Lotten Eyes; Wikipedia e Portal Zun.

36 comentários:

  • Andrea disse...

    Assunto valioso, Paula. Muitas Mamães em Rede vão se beneficiar com suas informações!
    BeijoBeijo. Andrea e Lara. http://coisas-da-lara.blogspot.com.br

  • Carol Meoli disse...

    Paulinha, que demais, adoooorei o post!!! Muito bom!!!
    É essa coisa de chamar as pessoas de vesga não é nada legal.
    Eu tenho um pouquinho de estrabismo, mas quase não se percebe.

    Beijos

  • Genis Borges disse...

    Oi querida, meu marido cismava que JM era estrábico qdo pequenininho...rsrs justamente por isso tudo que vc explicou.
    Muito legal vc ter falado sobre isso.
    Bjus, Genis

  • Cristiane disse...

    Olá muito bom seu post. Mas vale a pena ressaltar que a um caso também que as vezes pode gerar uma consequência no futuro. Aqueles tipos que as pessoas chamam de um pouquinho estrábico ou que nem percebe. Chama-se ambliopia e muitas vezes as pessoas não percebem mas vai deixando o cérebro preguiçoso e por falta de estímulo cego de um olho, embora a pessoa tenha o olho perfeito esteticamente. Toda criança deve ir ao oftalmologista até os 3 anos porque existem as doenças silenciosas como a do meu filho que trata e está ótimo. Se quiser saber mais :
    http://olhopreguicoso.blogspot.com.br/2011/07/bem-vindo-aos-mundos-dos-pequenos.html
    Parabéns pelo post!!!! Cris

  • Brenda Kayene disse...

    Nossa, bastante gente fica perguntando mesmo. Eu sempre soube que era 'normal' em RN, que só depois pra ficar sabendo..

    Parabéns pela postagem, Paula!
    Bem informativa!


    beijos!!

  • Cristiane Lima disse...

    Ótimo post!! Meu filho apresentou esses sintomas, é horrível pq as pessoas ficavam falando q ele era vesgo, affff... Mas a pediatra fez o exame no consultório dela e quando ele estava perto de completar 1 aninho encaminhou para o especialista, mas como o problema do meu filho não é tão grave, pq em alguns momentos q percebemos, o oftalmo indicou que aos 2 anos e meio ele retornasse para nova avaliação e aí sim tratamento. Esse assunto é mt importante e precisa ser abordado pq temos até o 8º ano para tratar depois é como outra amiga falou nos comentários corre-se o risco de ficar cego do olho estrábico.
    Queria colocar um link do meu blog, pode ser?
    Tô conhecendo agora o blog e já amei, vou passar no seu tb

    Não deixe de me fazer uma visitinha Tb http://cphilene.wordpress.com/ .
    Curta nossa fan page e g+ obrigada, bjss Cris

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