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28 de outubro de 2012 20 comentários


A vida da gente segue por caminhos tão inesperados, que muitas vezes nos assusta. Isso aconteceu comigo.

Aos 24 anos eu não estava namorando e nem tinha planos pra casamento. Nessa época eu estava terminando a faculdade, estava buscando um trabalho legal e muita diversão.
Até que no final de agosto comecei um relacionamento com um amigo da faculdade e no réveillon daquele ano noivamos. Em julho do ano seguinte casamos e em novembro nosso filho nasceu.
E garanto, foi tão rápido que nem senti a mudança toda.

Até que sai da maternidade com aquele pacotinho.
E em casa, percebi que a minha presença era vital pra sobrevivência dele. Se eu não estivesse por perto pra alimentá-lo, pra trocar suas fraldas, dar banho, e pra aquecê-lo, certamente ele morreria.
E isso me tocou muito. Foi quando bateu aquele choque. Aquele estalo de “eu sou A mãe, e agora?”.
Saber que eu era tão importante na vida daquele bebê foi tão assustador que o meu corpo reagiu.
No primeiro mês eu não sentia sono, nem cansaço, nada. Eu só queria estar o dia inteiro a postos pra cuidar dele. Lembro-me da minha mãe brigando comigo porque ao invés de dormir –junto com ele- eu aproveitava pra lavar as roupas e pra cuidar da casa. Eu costumo dizer que fiquei entorpecida. Acho que a culpa foi daquele cheirinho de recém-nascido. Acho que é alucinógeno e viciante!

Com o tempo as coisas foram se arranjando e comecei a ficar mais relaxada, afinal já conhecia meu bebê, sabia seus horários e definimos nossa rotina.
Na verdade foi/é mais fácil do que eu esperava. Do que tinham me contado.
Passamos por alguns percalços na nossa jornada, como na amamentação, mas nada se compara com a impotência diante da dor e das doencinhas.
Mas só o fato de estar disponível pra ele é muito confortante. Pra ambos.

Não lembro quando aquele choque inicial passou.
Sei que muito antes do primeiro sorriso, da primeira gargalhada, do engatinhar, dos primeiros passinhos, do primeiro dia de aula, do primeiro bilhete escrito por mãozinhas tão pequenas.
E estou sempre presente. Porque escolhi assim. Do jeito que eu gosto de viver. Com ele e pra ele.

Claro que isso implicou em escolhas complicadas. Perdi muita vida lá fora, mas ganhei muito amor aqui dentro.
A verdade é que nenhuma escolha vai ser completa. Sempre tem um lado que pesa mais que o outro. E na minha balança, a maternidade em tempo integral, tem peso dois.

Ivna é autora do blog O dono do meu mundo azul.



20 comentários:

  • Gracita disse...

    Oi Ivana.
    A maternidade é um ato sublime. Ser mãe é doar-se com prazer, é estar no paraíso. É sentir prazer em cada tarefa executada em prol do lindo baby. Parabéns pelo lindo baby! Continue sendo essa super mãezona! As bênçãos dessa doação são gratificantes. Um ótimo domingo. Beijos
    Gracita

  • Renata Diniz disse...

    Minha amiga e comadre! Suas palavras traduzem tudo, muito e mais ainda do que é a maternidade. Adoro vocês! Lindos, vocês dois na foto! O mundo azul de vocês é o meu mundo também! Beijos mil!

  • Ivna Pinna disse...

    Oi Gracita, os filhos são gratificantes mesmo! E me doar foi a maneira que encontrei de agradecer, a Deus, por um presente tão lindo!

    Bom domingo pra você tbm!

    Ivna pinna

  • Ivaneide Henrique disse...

    Boa tarde!!!


    Meus Parabéns pelo cantinho tão acolhedor!!!

    Aí eu te pergunto: Gostaria de seguir www.profetizandotudoposso.blogspot.com.br

    Caso você aceite eu te seguirei de volta, afinal estamos aqui para dar visibilidade aos nossos trabalhos, nossas artes...etc!

    Abraços e feliz semana para seu kit familiar,viu?

  • Salua Stankievicz disse...

    Obrigada pela forte participação Ivna, é assim mesmo que tudo acontece, rápido e feliz.
    A maternidade nos muda por completo e costumo dizer, que muitas vezes, para melhor.

    Lindo texto, beijos

  • Genis Borges disse...

    Oi Ivna, é exatamente isso que vc disse, o cheirinho de bebê é mesmo viciante e ser mãe é um amor tão grande que não conseguimos explicar né amiga? Só quem passa por tudo isso consegue entender...
    Obg por participar desse cantinho aqui.
    Um super beijo, Genis ♥

  • Andrea disse...

    Ivna, estou aprendendo que muitas mães são como eu, "apenas" mães. E, é muito bom ver, ouvir e me identificar com essas mães, assim como você. Obrigada pela participação e por me mostrar que não sou louca em ter escolhido estar com a Lara e ponto, doa a quem doer, falem o que quiserem falar. Amei sua frase: "Do jeito que eu gosto de viver. Com ele e pra ele". Isso. BeijoBeijo. Andrea e Lara. http://coisas-da-lara.blogspot.com.br

  • Meriene Zamprogno disse...

    exatamente assim mesmo viu Ivna, tem gente que tem muito preconceito com mães em tempo integral, mas muito mesmo!
    Pretendia falar mais sobre isso, ainda estou decidindo como vou fazer para me tornar mae em temmpo integral e me sentir ao mesmo tempo satisfeita sabe =)

  • Gleysa Lopes disse...

    Ivna lindo texto!
    Ser mãe é pensar em outra vida e fazer escolhas pensado eu um ser pequeno e que nos da muitas alegrias!
    Tenha certeza que suas escolhas foram as melhoras!
    Bjs

    Gleysa

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