Amament...AÇÃO!

20 de janeiro de 2013 8 comentários

Então… pra quem não sabe, sou mãe pela segunda vez e meu filhote tem apenas 1 mês e meio.
Ainda na gestação dele comecei a ficar super ansiosa pelo momento da amamentação. Na verdade, essa ansiedade toda foi porque fiquei meio traumatizada quando minha primeira filha nasceu.
Resuminho básico: Quando ela nasceu o leite demorou 7 dias para descer e quando desceu era ralinho, não alimentava a Isabela. Ela mamava por 6 ou 7 minutos e recusava o peito. Daí berrava de fome por hooooooooooooooras enquanto eu me achava incompetente e incapaz por não alimentar a minha filha. Meu leite não vazava, meu peito não ficava cheio, nada disso. Sofri muito. Quando ela fez 1 mês e constatei que havia perdido peso, praticamente implorei (aos prantos) ao pediatra dela para liberar o complemento. Depois de muita insistência da minha parte, eu revezava uma mamadeira de NAN e uma “mamada” no peito. Consegui dar uma enganada até os 9 meses, porque ela só mamava para manter o vínculo.
Ok! Hoje eu tenho uma visão totalmente diferente do que descrevi acima. E já vou explicar o porquê.
O Isaque nasceu. Fiquei naquela expectativa para amamentá-lo, porque dizem que meninos sugam mais, mamam muito, enfim… Realmente percebi a diferença porque já na maternidade o leite veio e ele parecia saciado. Mamava e dormia.
Mas ao chegar em casa com ele, começou a paranóia. Porque ele passou a chorar bastante no intervalo das mamadas e eu logo questionei: Será que o leite está sendo suficiente? Será que ele vai perder peso? Será que meu filho está com fome? Mas os pediatras não dizem que não existe leite fraco? Ai meu Deeeeus!
Mas… Ainda bem que existe a internet e milhares de blogs de mães que compartilham suas experiências na rede… Fuxicando blogs sobre o assunto vi que eu não era a única a passar por isso e encontrei relatos que pareciam ser o da minha vida.
Só que um post específico de uma mãe me encheu de ânimo. Ela disse que havia passado por tudo isso, mas que resolveu continuar, insistir e insistir e insistir.
Assim eu fiz. Mesmo com a dificuldade de ter outro bebê em casa implorando por minha atenção, em meio às lágrimas nas madrugadas, em silêncio para não acordar ninguém, mesmo com o seio rachado, sangrando, mesmo achando que meu leite era fraco, continuei. E dei de mamar livremente ao meu filho, à medida que ele solicitava, na hora que ele queria, quantas vezes ele desejou. É o que chamam de livre demanda.
Passei a tirar leite com bombinha no intervalo das mamadas para estimular a produção de leite e me esforcei para que o Isaque pegasse corretamente o bico do seio. (Porque descobri que não estava fazendo a “pega” de forma correta.)
Para minha alegria, na última visita ao pediatra ele havia ganhado peso e está super saudável. Valeu à pena! E sempre vai valer o sacrifício de uma mãe pelo seu filho. Além disso, nem sempre o bebê chora de fome e no caso dele, são as cólicas que estão maltratando o pequeno.
Conclusão: É claro que existem casos e casos, mas percebi que a insegurança, ansiedade e falta de maturidade da primeira gestação contribuíram para que eu desistisse de dar só peito para a Isabela. Inclusive a falta de paciência! Porque devo confessar que não é fácil ficar trancada em casa, sentada, à disposição do bebê noite e dia para amamentar.
Dar ouvidos aos outros, às vezes, também não é legal. Siga o seu coração. Eu segui o meu.
Muitas mães desistem. E não não as julgo, porque passei pelas duas situações. Desisti na primeira e venci na segunda. E estou tão feliz por isso que resolvi compartilhar como forma de incentivo às mamães de primeira, segunda ou terceira viagem… :)
Ah! O título desse texto é Amament…AÇÃO porque entendi que além do amor incondicional é preciso agir para mudar uma realidade.
Beijos de uma mãe que adoooora quando o leite vaza… hehe

Camila Vaz é autora do blog Mundo de Palavras.


8 comentários:

  • Renata Diniz disse...

    Ei Camila! A sua participação é muito especial para dizer que temos que identificar o melhor para nós e os filhos e persistir. Meus parabéns pela conquista. Beijos!

  • Divagações da Mamãe Tê disse...

    Oi Camila, muito bom seu relato. E como você disse, é muito bom ter experiências contadas como força e ânimo para as mamães que precisam...

    Cada caso é um caso sim. No meu, minha pequena já pegou a mama na maternidade e foi assim até 2 anos e 2 meses.

    Ficava sempre tranquila, tive um marido (e tenho) que me ajudava muito, principalmente quando estava cansada ou as mamas empedravam. Ele massageava.

    Como o seu, meu bico do seio uma vez, rachou e doeu muito. Mas tb na santa net, eu li que era preciso insistir que a própria mamada curava. Senti dor mas consegui. E a bezerrinha continuou..

    Alguns palpites atrapalham sim, ainda mais quando querem impor suas opiniões na vida da gente. E como você falou é bem melhor seguir o coração, o instinto. E dos palpites, absorver o que for mais conveniente no seu caso.

    Parabéns pela insistência e esforço. A gente só aprende na prática mesmo e nas repetições da vivência ou erros.

    Mãe é isso: esforço e persistência o tempo todo.

    Beijos.

    Teresinha Nolasco
    Blogs:
    Mamães em Rede e Bolhinhas de Sabão para Maria

  • Anne Lieri disse...

    Camila,muito bom seu texto! Tb tive um leite que demorou a descer.Isso foi há 18 anos mas lembro que me sentia super culpada por não conseguir amamentar direito mas, com o tempo tudo foi superado.O tempo é o melhor remédio e vi isso com sua persistência tb,parabéns!bjs e boa semana!

  • Mamãe Roberta Soares disse...

    Camila amei teu depoimento. Errei muito em virtude de medo, insegurança, pr ouvir os outros, falta de confiança...
    Faço relactação a qs 13 meses, amo amamentar mesmo q a sondinha esteja lá!!!

    Bjs

    http://www.matheusmeucoracao.com/

  • Deborah Gebran disse...

    Camila, parabéns por sua coragem para abrir seu coração.
    Tenho certeza que seu post irá contribuir para muitas mães.
    Adorei o título do post. Realmente amamentar requer muita AÇÃO!
    Bjinho

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