1 de Dezembro - Dia Mundial de Prevenção da AIDS

1 de dezembro de 2012 15 comentários
Olá,

Hoje, 1 de Dezembro, é o Dia Mundial de Prevenção da AIDS, e claro não poderíamos de deixar algumas dicas para nossas Mamães em Rede!


Durante a gestação são feitos diversos exames logo no início do Pré Natal, incluindo o de HIV, Sífilis, Hepatite.

O diagnóstico da infecção pelo HIV, quando feito no início da gestação, possibilita os melhores resultados relacionados ao controle da infecção materna e, conseqüentemente, os melhores resultados de profilaxia da transmissão vertical desse vírus. Por esse motivo, o teste anti-HIV deve ser oferecido a todas as gestantes tão logo se inicie o pré-natal.

A adesão à testagem, entretanto, deve ser sempre voluntária e confidencial.

Como se trata?

Gestantes portadoras do vírus HIV são acompanhadas durante o pré-natal pelo obstetra e infectologista. O tratamento medicamentoso com a medicação AZT diminui o risco de transmissão para o feto.

Recém-nascidos de gestantes positivas para o HIV são tratados após o nascimento.

A mãe deve ser orientada a não amamentar o recém-nascido e a lactação deve ser inibida. Substitutos do leite materno devem ser instituídos.

Sem tratamento adequado, estima-se que 15 a 30% das crianças nascidas de mães soropositivas para o HIV (mães que são portadoras do vírus) adquirem o vírus durante a gestação, parto ou através da amamentação.

Entretanto, o  tratamento correto com o uso da combinação de três medicamentos (como por exemplo, a zidovudina mais lamivudina e nelfinavir, entre outras) faz com que os riscos do contágio para o recém-nascido sejam reduzidos para menos de 3%. Ou seja, o grande vilão da transmissão vertical é a falta de acompanhamento e terapia adequada. Por isso, é essencial que o diagnóstico seja precoce e que a paciente siga corretamente a terapia, que deve ser iniciada durante a gestação.

Os medicamentos devem ser oferecidos a todas as gestantes portadoras do vírus, mesmo que elas não tenham nenhum sintoma, pois diminui a quantidade de vírus HIV no sangue da mãe, reduzindo a chance de transmissão ao bebê. Tanto o preconceito quanto a falta de informação nos faz perder a chance de impedir que mais crianças sejam contaminadas com o HIV.

Um dos fatores que tem maior contribuição para o crescimento desse número assustador é a falta de acompanhamento pré-natal. O teste anti-hiv, que deve ser solicitado pelo médico no início da gestação, com o consentimento da gestante, muitas vezes não é realizado. Ele é o instrumento que permite um diagnóstico precoce da doença. Estudo apresentado no Boletim Epidemiológico da Aids comprova as informações. Só para se ter uma idéia, na região Norte e Nordeste somente cerca de 33% das gestantes que fazem o exame, ficam cientes do resultado.

O preconceito e a falta de informação também rondam as futuras mamães. Muitas ainda não sabem que a AIDS já deixou de ser uma doença de grupos de risco e podem afetar qualquer pessoa, independente de seu estado civil. Mulheres casadas e solteiras correm riscos, já que muitas podem ser contaminadas pelo marido ou namorado fixo em relacionamentos onde a vida sexual do parceiro diversas vezes é desconhecida. Como a doença pode ficar anos sem manifestação, as pessoas acham que nunca foram infectadas. Basta o exame para esclarecer.

Aids em números
  • Mais de 371 mil casos confirmados da doença;
  • Do total de casos confirmados, 118.520 são mulheres;
  • Estimativa de 600 mil pessoas infectadas pelo HIV;
  • 13 mil mulheres infectadas pelo HIV dão à luz no Brasil, todos os anos.
  • O vírus HIV pode ser transmitido durante a gravidez, parto ou amamentação. Cerca de 50% a 70% das transmissões acontecem no período próximo ou durante o parto.
  • Nos serviços públicos, estão disponíveis gratuitamente os testes para detectar o vírus e os medicamentos necessários ao tratamento com antiretrovirais (ARVs).


Fonte:
Grande Abraço,

15 comentários:

  • Anne Lieri disse...

    Muito interessante e informativo esse texto da Deborah!Precisamos de muitas orientações em casos de Aids,pois ainda pouco se sabe sobre o assuntO!bjs e obrigada por me avisar da Michele,já fui ao blog dela agradecer!

  • Genis Borges disse...

    Amiga, super importante tudo isso!!!!!!!
    Qdo estava grávida, eu fiz o teste, no pacote de exames que o médico pediu e confesso que fiquei com um gelinho na barriga... nunca se sabe, né?
    Bjus!

  • Brenda Kayene disse...

    Parabéns pela postagem, Deborah!
    Sou da área da saúde e sei o risco que corremos por manipularmos seringas, agulhas etc! Ainda bem que o hospital dá um belo suporte quando alguém fura o dedo sem querer, fazendo exames e pegando os resultados no mesmo dia!

    Eu também fiz o teste quando estava grávida e a gente sempre fica com medo mesmo.

    Algumas mulheres se ofendem quando o médico pede e acabam não fazendo e é uma pena, né?

    Beijos!

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