O chão é o limite

31 de janeiro de 2013 14 comentários
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Para alguns, o balé é uma dança como outra qualquer. Porém, quem é do meio deixa claro: a bailarina tem seu ponto de partida na tenra infância. Outro ponto de vista diz que para ficar bem na fita é preciso cumprir uma lista enorme de compromissos. Mas, e as crianças? É necessário dar conta de tantas atividades extraclasse? As notícias impressionam por incluir a escola e as atividades fora da sala de aula numa lista de várias obrigações. Natação, vôlei, ioga, artes marciais, inglês, espanhol e violão, tudo isso praticado por uma só criança. Pessoalmente, prefiro uma coisa de cada vez e não gosto de modismos que só servem para agradar aos pais e sobrecarregar a criança. Um sonho pequeno, contradizendo o tempo de brincar e de descansar. Por isso, ao longo do ano que passou visitei as escolas de balé mais interessantes da cidade. Em nome da saúde, da postura correta, da elegância e do bom gosto, está o balé. Para além do espetáculo, do entretenimento ou outra maneira despretensiosa, fica a mensagem: a dança flexibiliza, mais do que o corpo, a persona. O início, efetivamente, não é esse. Mas, depois começa-se a perceber alguns passos que se tornam estilos da personalidade de quem faz dos passos da dança, a caminhada da vida. Afinal, seja criança ou seja adulto, sempre há muito o que aprender. Não foi fácil decidir pelo balé. Foi preciso a entrada de uma tropa de choque em cena para botar fim à dúvida. Pois, algumas coisas ainda estão aquém do necessário. Alguns querem impor uma festa solo, de uma cor apenas. Porém, o balé tem um ritmo contagiante, um quê de ilusionismo no corpo dançarino que enriquece a dança, enriquece a vida.

14 comentários:

  • Divagações da Mamãe Tê disse...

    Renata, esse é nosso dilema.

    Você tocou em dois pontos duvidosos e questionadores por aqui.
    Um é o excesso de atividades que não concordo.
    Cada caso é um caso e cada família tem suas características.

    Mas acho demais. Vejo pelas colegas da Maria.
    Se ocupam a semana toda de atividades (fora a escola) que não tem tempo de ser criança.

    Um dia, uma babá de uma colega, chegou a me falar que quando chegava o fim de semana, a menina não queria sair de casa. Queria brincar em seu quarto pq não conseguia fazer isso dia de semana e estava cansada de sair. Uma menina de apenas 5 anos.
    A própria mãe um dia também comentou que não sabia como ela não estafava.. (????)

    Acho sim que a criança tem que ter uma atividade pro corpo se mexer ou pra ela aprender alguma coisa se necessário.

    Mas muitas vezes o status fala mais alto e eles fazem tudo em uma semana. Não porque querem, mas porque os pais querem.

    O Balé. Maria fez 4 meses porque via as coleguinhas indo. Deixamos então. Mas não se interessou muito.
    Eu que a levava dois dias das semana, via constantemente conversas girando em torno de apresentações fim de ano, de reuniões cansativas, de roupa disso, daquilo. Glamour!
    Não era isso que queria pra minha filha.

    É lindo o balé, eu adoro a dança, mas quando é visto apenas como status, pra mim não tem valia.

    Maria desanimou e eu desanimei atrás.

    Com 5 anos na época, estava muito nova pra decidir alguma coisa. E ainda está.
    Não forçamos, mas ao mesmo tempo conversamos sobre o que ela poderia fazer..

    Acho realmente linda a dança. Gostaria (eu)que ela se ingressasse no mundo da arte. Mas ela, no tempo dela, junto com a gente, vai decidir.

    Lindo texto..

    E que sua florzinha dance muito, com muito entusiasmo.

    Beijos querida Rê

  • Genis Borges disse...

    Oi amiga, que post lindo!
    Eu conheço várias crianças (alunos) que fazem 4 atividades extraclasse durante a semana. Realmente um excesso! Uma delas faz espanhol, inglês, teclado, balé e teatro (5!) e sabe o que ela gostaria de fazer? Natação, mas a mãe diz que natação deixa o corpo feio... lamentável...
    A escolha pelo balé tomara que dê certo! E se não der, há muito tempo ainda para o que se decidir, né?
    Beijo no coração, Genis.

  • Ivna Pinna disse...

    Amiga, que texto lindo!
    Tbm sou do time das que acham que criança tem que ser criança, vc sabe. Acho que esse ano vou colocar o Enry em uma atividade extra classe tbm, pra ver se funciona. Estou decidindo pela natação, ele gosta e muitas vezes vê o pai nadando e competindo.
    Eu quero que ele se profissionalize? Não, mas se ele quiser, quem sou eu pra impedir né?

    Acho que minha afilhada vai ficar um amor toda paramentada de bailarina. E a dança e' um exercício pra alma.
    Espero que a Laurinha goste e seja bem feliz brincando de ser bailarina!!!!

    Beijão

  • Juliana Reis disse...

    Rê, amo seus posts. Você consegue transformar qualquer assunto em um texto poético.
    Então, infelizmente é o que vemos por aí hoje... crianças abarrotadas de atividades e sem tempo de ser criança, uma vez publiquei no meu blog o documentário "A invenção da infância" e fiz uma reflexão sobre o mesmo, fala exatamente sobre isso...
    Acho muito importante a criança ter uma atividade, praticar um esporte, faz bem para o corpo e para a alma, mas tudo muito leve, como deve ser qualquer atividade para a criança.
    Achei ótima sua escolha. Que a Laurinha dance muito... ela deve ter a sensibilidade da mamãe... então vai aprender com a dança e se divertir ao mesmo tempo.
    Beijo,
    Ju

  • Carol Meoli disse...

    Que lindo texto...

    Adorei e acho super importante as crianças terem alguma atividade, como o ballet, natação, inglês, danças... e afins!
    Mas acho que uma coisa de cada vez, não várias atividades ao mesmo tempo. E cadê o tempo da criança ser criança e brincar???

    Fiz Ballet quando pequena sou apaixonada pela arte da dança, dancei em muitas fases da minha vida, e pretendo voltar em breve e junto comigo levarei a minha princesinha para fazer ballet ou jazz!!!

    Acho que ajuda a criança a se enturmar, a ser delicada, a ter uma postura correta que é muito importante!!!

    Beijios

    Cáh

  • Diário da mãe e da filha disse...

    Adorei o texto, Renata.
    A Laurinha vai amar o balé, Ingrid amava. E se não vamos tentar outras, só não vale encher a criança de atividades extra curriculares, né?
    Concordo com você
    Sobre carregar também não dá

    Mamães, ta rolando sorteio lá no blog
    Beijos
    Lilia

  • Mamãe Nádia disse...

    Adorei o post de hoje!
    Passa lá no meu blog pois vai rolar uma blogagem coletiva muito especial, sobre alimentação saudável na infância. Assunto sério e importante, participa com a gente!

    www.asosmamaenadia.com

    Beijos!

  • Luciana Kotaka disse...

    Adorei, nunca fiz balé pois morava no interior e não tinha, mas acho maravilhoso quem dança.
    Minha cuhada é a primeira bailarina de Curitiba, lançou um livro maravihoso do balé Gisele.

    http://www.livrariascuritiba.com.br/bales-ilustrados-giselle-aut-paranaense,product,LV320661,3156.aspx

    Beijos

  • Larissa Andrade disse...

    Também concordo que crianças devem se envolver em atividades extraclasse, mas sem excesso, pois pode ser muita informação na mesma fase.
    Ótimo post, parabéns!
    Beijos,
    Larissa Andrade.

    http://maternidadeecotidiano.blogspot.com.br/

  • Anne Lieri disse...

    Renata,muito bom seu texto e, de tudo que a criança faz,o mais importante pra mim é que ela esteja curtindo.Se a coisa virar obrigação e não deixar feliz,não vale a pena em minha opinião.O balé é um maravilhoso ensinamento para as crianças e creio que foi uma excelente escolha!bjs e boa sexta!

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