Crianças nervosinhas

30 de janeiro de 2013 14 comentários

Olá mamães amigas...

Sempre fui uma criança "bravinha e ansiosa", e a Babi acabou pegando isso de mim. Ela é muuuuito brava, se estressa apenas em estar brincando e não conseguir fazer alguma coisa, como encaixar um brinquedo no lugar.

E isso tudo não tem na a ver com o período dos 2 anos. Pois ela é assim a muuuuuito tempo. E ela ainda completará 2 anos. Então isso é dela mesmo.

Antes seu pequeno era um anjinho, mas agora que está quase completando 2 anos se tornou uma criança terrível? Acredite, isso é normal.

O fenômeno é comum e tem até nome: adolescência do bebê.

É quando a criança se dá conta de que é um indivíduo e luta para conquistar o seu espaço – gritando, batendo nos outros ou se jogando no chão. Aí é hora dos pais manterem a calma (sei que é difícil) e paciência, e ensinar que esse tal comportamento não leva a lugar nenhum. Em outras palavras, estabelecer limites. Para ajudá-la a lidar com essa situação tão complicada. Veja o que a  psicopedagoga Larissa Fonseca, de São Paulo, diz.

1. O que é a chamada “adolescência do bebê”?

A adolescência do bebê, primeira adolescência ou os “terrible twos” – terríveis dois anos, em inglês – é a fase em que a criança passa a se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. De repente, a criança que outrora era tida como obediente e tranquila passa a berrar e espernear diante de qualquer contrariedade. Bate, debate-se, atira o que estiver à mão e choraminga cada vez que solicita algo. Diz não para tudo, resiste em seguir qualquer orientação, a aceitar com tranquilidade as decisões dos pais, para trocar uma roupa, sair de um local ou guardar um brinquedo. Para completar, não atende aos pedidos e parece ser sempre do contra.

2. Esse comportamento é comum em qual idade?

Normalmente, acontece a partir de 1 ano e meio até os 3 anos de idade.

3. Existe alguma causa?

A causa para esse período é simplesmente o próprio desenvolvimento natural da criança. A fase dos 2 anos de idade é um período de grandes mudanças para ela. Até então, o pequeno seguia os modelos e as decisões dos pais. Gradualmente, ele passa a se perceber como indivíduo, com desejos e opiniões próprias, e isso gera uma enorme necessidade de tomar decisões e fazer escolhas por si. Sem dúvida, isso acaba gerando uma grande resistência em seguir os pedidos dos pais.

Não é exatamente uma ação consciente da criança, mas uma tentativa de atender a esse desejo interior, a essa descoberta de si como um ser independente dos pais. No entanto, ao mesmo tempo em que ela quer tomar suas decisões, ainda tem muitas dificuldades para fazê-lo, dado que ainda não tem maturidade suficiente. Ela discorda até dela mesma! Se você pergunta o que ela quer comer, naturalmente ela responderá: “Macarrão”. Mas, quando você chega com o prato de comida, ela diz: “Eu não quero isso!” Suponha que você está com pressa para ir a algum lugar. Seu filho está de ótimo humor até você dizer: “Preciso que você entre no carro agora”. Ele fará tudo, menos atender à sua solicitação.

É uma fase difícil para os pais e  também para as crianças. É uma experiência intensa emocionalmente e repleta de conflitos, pois, ao mesmo tempo em que a criança busca essa identidade, ela não quer desagradar seus pais – por mais que isso não pareça possível.

4. Existe alguma maneira de evitar que o bebê passe por isso?

Não há a necessidade de tentar evitar esse período e nem há como fazê-lo. O importante é conhecer e lidar de modo construtivo com essa fase dos pequenos.

5. Todas as crianças passam por isso?

Não é uma regra. Algumas crianças demonstram essas características mais intensamente do que outras.

6. Como agir quando a criança se joga no chão e grita em um lugar público, como o supermercado e o shopping?

Primeiramente, descarte palmadas, tapas, puxões de orelha ou qualquer outro comportamento agressivo para tentar conter uma birra. Antes de sair, converse com o seu filho e o contextualize sobre o passeio. Se for supermercado, por exemplo, diga como espera que ele aja, o que ele poderá pegar para si etc. Se forem a um restaurante, faça o mesmo, explique aonde vão, como espera que a criança se comporte e as consequências para o seu mau comportamento. Jamais ceda às manipulações, como choros, pedidos de ajuda e reclamação de possíveis desconfortos. Avise-o de que só vai conversar depois que ele se acalmar. 

Opte por disciplinar a criança após a birra, que é o momento em que ela está colocando para fora sua frustração e seu descontentamento. Após ela parar de fazer a birra, você se abaixa para conversar. É sempre muito importante que a criança compreenda o que fez e o porquê de sua ação. Evite dar broncas e repreender seu filho na frente de outras pessoas para que ele não se sinta constrangido e você também. Uma dica bacana para mudar o foco da birra é chamar a atenção da criança para outra situação. Mostre um objeto ou comece a falar de outro assunto. Ignorar a  birra costuma dar ótimos resultados. 

Em lugares públicos, se a birra persistir e você estiver se sentindo constrangida, tire o seu filho do ambiente sem demonstrar irritação e sem conversar. Sua atitude mostrará desaprovação.

7. O que fazer quando o pequeno bate nas pessoas quando é contrariado?

Esse “bater” normalmente é a expressão do seu descontentamento, o que, no caso, não é aceitável. É importante ressaltar que as crianças, assim como nós, adultos, também ficam bravas, tristes, frustradas e chateadas – isso é natural do ser humano. Ao longo da vida, ela vai se deparar com diversas situações que despertarão esses sentimentos nelas e a infância é a melhor fase para aprender a lidar com esses sentimentos inevitáveis. Assim, se quiserem contribuir de modo positivo com o desenvolvimento emocional e psicológico dos pequenos, os pais devem parar de tentar poupá-los de situações frustrantes e passar a explicar esses sentimentos, apontando caminhos para que consigam lidar com eles. A criança não nasce sabendo a lidar com seus sentimentos, ela testa suas ações e vai construindo seus modos de agir.

Quando ela bate em alguém, imediatamente deve ser contida e, em seguida, os pais devem abaixar-se na altura da criança, olhar fixo em seus olhos e com voz firme conversar que entendem que o pequeno esteja bravo, mas que sua atitude é inaceitável. Explique que, se aquilo voltar a acontecer, haverá consequências negativas para ela, citando quais serão. Lembre-se de que essas consequências deverão ser algo possível de ser feito porque, se a criança repetir o comportamento desaprovado, você deverá cumprir o que falou.

8. E quando a criança bate com a cabeça na parede ou faz coisas para se machucar porque ouviu um “não”?

Em geral, as crianças recorrem a esse tipo de autoagressão como mais uma tentativa de conseguir a atenção dos adultos e, quase sempre, conseguem porque descobrem que esse comportamento provoca comoção nos pais. Por mais que possa preocupar, os pais devem manter a ideia de que “sem plateia não há show”. O ideal é conter a ação da criança sem dar atenção ou demonstrar comoção pela atitude. Você pode, por exemplo, colocar um travesseiro ou uma almofada embaixo da cabeça dele e sair de perto, ou tire o pequeno do local onde está sem conversar e coloque-o em um ambiente mais seguro. Sem conseguir chamar sua atenção com a autoagressão, a criança vai buscar outras possibilidades, como apagar e acender a luz, ligar e desligar equipamentos eletrônicos etc. Só fique atenta para a possibilidade de esse comportamento estar refletindo algum problema emocional, que, aí sim, merece a atenção dos pais.

Se a criança começar a apresentar comportamentos autodestrutivos, como se arranhar, bater em sua cabeça e puxar os cabelos, frequentemente em situações cotidianas, vale a pena consultar um especialista porque isso pode indicar uma tentativa da criança de evitar o contato com algo que esteja lhe causando angústia.

Você sabia que criança também tem estresse?

Pois é, logo que pensamos em estresse, vem logo a cabeça que é uma doença de adulto, mas não. Criança também tem e veja quais são os principais sintomas:

*  Separação ou abandono dos pais.
* Mudança de casa, cidade ou escola.
* Morte de alguém próximo.
* A chegada de um novo bebê na família, não necessariamente um irmãozinho, mas pode ser um priminho.
* Dificuldade de adaptação social.
* As exigências na escola.

Agora veja os comportamento para ficarmos alertas:

Estresse em crianças de até 5 anos:

* Irritabilidade,
* Choros repentinos,
* Vontade de ficar nos braços dos pais,
* Sonos agitados, pesadelos.
* Medos excessivos, como do escuro, de ficar sozinhos, de animais.
* Retorna a ter comportamentos infantis, como fazer xixi na cama e chupar dedo, ou fala infantil.
* Mudança de apetite.

Sintomas em crianças de 5 anos a 11 anos:

* Agressão.
* Irritabilidade.
* Chorros.
* Quer chamar a atenção dos pais de qualquer maneira, competindo sempre com os irmãos.
* Sentem dores físicas, sem aparente doença.

A psicóloga Aurora Jaimes, diz que os pais tem que ficar atentos ao comportamento dos filhos, e caso tenham algum desses sintomas, se necessário levar a um profissional que possa orienta-los nesse momento.

A Dr. Brenda Rivera, psiquiatra e psicoterapeuta do México, aconselha quando isso acontecer, os pais em primeiro lugar tem que ter calma e passar segurança para a criança, assim ela sentirá o apoio dos pais.

Agora caso os pais não perceberem o problema, isso desencadeará uma depressão. Mas isso pode ser evitado, só depende dos pais.



Fontes: http://www.saudenainternet.com.br / http://bebe.abril.com.br/

 
Beijinhos



14 comentários:

  • Mamãe Nádia disse...

    Adorei as dicas sobre como lidar essa situação tão difícil que todas nós passamos...
    Você é especial para mim, querida, por isso estou sempre aqui te acompanhando!
    Beijos!

    www.asosmamaenadia.com

  • Jackie Graça disse...

    Carol Ameiii o post, o Davi está exatamente assim desde 1 ano e 8 meses, ele sempre foi nervosinho, mas piorou demais. Falo pra todo mundo que eu pari um adolescente, pq tudo ele se irrita ou reclama, se a roda do carrinho cai ele grita, se tenta encaixar algo e nao dá certo ele se estressa, afffffff

    Bjusssssssssssssssss

  • Luciana Kotaka disse...

    Oi Renata, adorei a matéria e é bem consistente. Eu criei meus filhos desta forma, hoje são obedientes, vejo a diferença quando estamos perto de outras crianças, ao mesmo tempo não perderam a expontaneidade, isso é importante, mesclar entre o limite da educação e o que é normal na fase infantil.
    Adorei o blog de vocês!
    Beijos

  • Genis Borges disse...

    Oi Carol, JM tb tem uns 'repetentes' sabe...rsrs Quer ganhar algumas coisas no grito, mas não rola aqui em casa não.
    Se achar que não devo dar a resposta é 'não', explico o motivo e não volto atrás e o pai age da mesma maneira.
    Quando é uma pirraça em lugar público, agimos do mesmo jeito. Algumas pessoas dizem "Dá pra ele", detesto isso...rsrs
    Em casa, eu deixo espernear e ele desiste...rs no final pede desculpa e me dá um beijo.
    É assim... educar é um desafio diário, é não desistir nunca, é falar a mesma coisa 1.000 vezes se for necessário.
    Bjus querida!
    Genis

  • Carol Meoli disse...

    Tá certa Genis, acho que educar é uma arte!!!
    Não gosto de quando falam, "deixa ela", "não tem problema", coisas do tipo. A mãe sou eu, quem educa sou eu, mas que coisa, né?

    Beijos e obrigada pelo comentário!!!

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