Ser mãe Sem mãe

6 de janeiro de 2013 15 comentários


Quem nos acompanha sabe que recentemente tive uma perda terrível e de um maneira muito violenta, perdi minha mãe e meu pai. Aos poucos estou me acostumando a essa nova situação, estar sem mãe. E esses dias me peguei a refletir com é ser Mãe sem Mãe.

Sei que algumas de vocês já perderam as mães, e vão me dizer que hoje em dia é fácil, pois a modernidade nos dá várias opções de nos informarmos, temos o pai google que responde quase todas as dúvidas, temos os blogs cheios de informações, temos mais acessos aos médicos para aquela pulga atras da orelha, e ainda temos tias, primas, avós, sogras e vizinhas que adoram dar um pitaco na criação dos pequeninos, mas mesmo assim penso que nada disso substitui o velho e bom conselho de mãe, mesmo que saibamos que algumas das dicas são obsoletas como:
  1. Tem que comer canjica para dar leite.
  2. Se o bebê tem cólica da chá de funcho.
  3. Não pode tirar a meia do pé do bebê até os 6 meses.
Entre outros conselho de mãe, às vezes não é realmente um conselho que queremos e sim apenas desabafar com alguém que sabemos que nos ama incondicionalmente, algumas tem a sorte da mãe ser aquela que cuida dos netos para poder trabalhar ou sair com o marido, eu não tive essa sorte porque minha mãe morava em outra cidade e também não tinha muita destreza com bebês, tinha muita vontade de dar uma banho no Arthur, mas morria de medo. Ela não era metida a mãe bom-bril ( #mileumatuilidades), não cozinhava, não bordava e costurava, era uma mulher bem sucedida profissionalmente, daquelas que teve que deixar a casa para trabalhar e nos sustentar, quem cuidou de mim e do meu irmão foi nossa avó.

Tinha uma personalidade peculiar, era uma fashionista de primeira, era aquela pessoa com quem eu falava todo dia seja por telefone, face, sms... Não passávamos mais de dois dias sem nos falar, melhores amigas, era a primeira que eu contava uma boa notícia e também para quem eu ligava para reclamar, da vida, do emprego, do cabelo revoltado, dos kilos a mais na balança, enfim....

Como será agora, para quem vou ligar para contar que o terceiro dentinho do reizinho está nascendo, que ele já está quase engatinhando...e todas as futuras novidades.



Se você querida amiga ainda tem sua mãe por perto, aprenda a valorizá-la e diga isso a ela, ame o que você tem....antes que a vida lhe ensine a amar o que você TINHA


Camilla Penno é autora do blog Nosso Rei Arthur.


15 comentários:

  • Cida Kuntze disse...

    Oi Camilla!
    Já comentei sobre isso no teu blog, te entendo perfeitamente.
    Sabe o que eu também sinto falta, além de tudo que vc citou? É de perguntar pra minha mãe se tem atitudes da minha filha que se parecem comigo na época que eu tinha a idade dela. No que somos parecidas.
    Tem coisas que a minha filha faz que a minha sogra diz que o meu marido fazia igualzinho. Nessas horas eu penso... aiii que falta a minha mãezinha faz pra me contar essas coisas que a gente gosta de saber.

    Esses dias chorei muito de saudades dos meus pais, muita falta também sinto deles. Minha mãe só viu minha filha nascer e quando ela tinha 2 meses e 15 dias ela faleceu e meu pai um pouquinho mais, 2 anos. Pouco tempo pra eles curtirem a neta... pouco tempo.

    Querida Camilla, faço coro a você, quem ainda tem os pais vivos, que faça de tudo pra valorizá-los e demonstrar isso, pois quando não se tem mais, dói... dói muito.
    A vida continua, mas as saudades só aumentam.

    Um beijo super carinhoso em você e no seu reizinho.

  • Mamãe Monalisa disse...

    Não tenho mais pai há 13 anos, exatamente hoje. E ele me faz uma falta danada que chega a doer em meu coração. Uma parte de mim é vazia...

    Imagina se eu perder também a minha mãe? Sei se meu coração aguenta não. Quero nem pensar!

    Meus sinceros sentimentos, Camila!

    =(

  • Carlah Ventura disse...

    Menina sei bem como é pois perdi minha mãe quando tinha 11 anos e tive que aprender muitas coisas dessa vida sozinha. depois que me tornei mãe aprendi o verdadeiro significado dessa palavra e a grande importancia dela em nossa vida. Engraçado é que fiz um post falando sobre o assunto na sexta-feira mais não postei (está nos rascunhos do meu blog) e hoje vejo esse post aqui. Ainda hoje sinto muita falta da minha mãe mas também sinto a presença dela.

  • Deborah Gebran disse...

    Ter a mãe por perto quando se vira mãe realmente faz toda a diferença... Camilla, espero que Deus esteja sempre ao seu lado, e te conforte a cada dia!!!
    Post maravilhoso!
    Bjo

  • Renata Diniz disse...

    Camila. A sua participação é emocionante. Minha mãe mora fora da minha cidade e me faz muita falta. Perdê-la, nem posso imaginar. Que Deus te console e ajude sempre. Muito obrigada por tão linda participação aqui. Beijos!

  • Juliana Reis disse...

    Camilla, muito obrigada pela sua participação, por abrir seu coração e compartilhar sua experiência conosco. Obrigada pelas palavras, com certeza devemos valorizar nossa mãe, nosso pai... ai sou tão grata por tudo, busco aproveitar cada instante... Fica com Deus! Beijo, Ju

  • Tatiane Rosa Domingues disse...

    Camilla, que lindo ler você por aqui. Acho que falar sobre o assunto ajuda na superação que, na verdade, demora a acontecer ou talvez nunca aconteça por completo. Acho você uma pessoa muito forte e sei que está se saindo muito bem. Que bom que tem ótimas recordações da sua mãe, acho lindo seu relato de como você a vê. Espero que meu filho também me veja com esses olhos. Muitos beijos, fica bem.

  • Brenda Kayene disse...

    Que texto lindo da Camilla... Sinto muito pela perda dos pais, não deve ser fácil mesmo.
    Quero ter esse tipo de relação com o meu filho E com a minha mãe, de amizade, respeito e amor.

    Muito emocionante essa postagem, faz a gente relembrar tudo e aprender a valorizar quem sempre cuidou e/ou cuida da gente.

    Beijos..

  • Andreia Cristina disse...

    Amiga, já disse isso pra você, que sinto muito mesmo...

    Gostei de ver você aqui. Que Deus continue te confortando, fortalecendo. Com certeza suas palavras nos fazem refletir.

    Bj!

  • Mamãe Nádia disse...

    Oi querida...que triste ler esse post...Eu não sabia que seus pais já faleceram...Sinto muito.
    Mas adorei a mensagem, de aproveitarmos nossos pais enquanto ainda os temos! Tenho certeza que seu post poderá reconciliar muitas famílias!
    Beijos!

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